Ceratocone: frio, rinite e alergias oculares podem favorecer a progressão da doença
Data: 8 de julho de 2026

Coceira nos olhos é um dos principais fatores de risco para quem tem predisposição ao ceratocone, alerta oftalmologista do HORGS
Com a chegada do frio, aumentam os casos de rinite e de alergias respiratórias, que costumam provocar inflamação e coceira nos olhos. Embora o desconforto seja comum no inverno, o hábito de esfregar os olhos pode acelerar a progressão do ceratocone, doença que provoca alterações na córnea e compromete a qualidade da visão.
Segundo a oftalmologista do HORGS (Hospital de Olhos do Rio Grande do Sul), Dra. Patrícia Cazarotto Pin, a alergia ocular está frequentemente associada ao ceratocone. "Uma alergia não controlada pode piorar a doença tanto pela inflamação crônica quanto pelo hábito de coçar os olhos, que é muito comum nesses pacientes", explica.
O ceratocone provoca um enfraquecimento da córnea, que passa a assumir um formato irregular. Como consequência, surgem graus elevados de astigmatismo e uma visão borrada ou distorcida, que muitas vezes não melhora apenas com o uso de óculos. Os primeiros sinais costumam aparecer na adolescência, mas a doença também pode surgir na infância ou na vida adulta.
Entre os sintomas mais frequentes estão a dificuldade para enxergar, principalmente à noite, visão embaçada e piora progressiva da qualidade visual. Por isso, consultas oftalmológicas regulares são fundamentais para identificar precocemente a doença e iniciar o tratamento mais adequado.
Como o ceratocone tem forte relação genética, nem sempre é possível evitá-lo. No entanto, controlar as alergias oculares, evitar esfregar os olhos e manter o acompanhamento com o oftalmologista são medidas importantes para reduzir o risco de progressão e preservar a visão.

